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COMPANHEIRISMO – Um princípio rotário

Terça-feira, 03.12.13

De um livro, que acabei de ler, da brilhante escritora Helena Sacadura Cabral, em que são analisados vários conceitos da vida, saliento um que a nós, rotários, diz especialmente respeito.

“Disse Platão – Você pode descobrir mais sobre uma pessoa numa hora de brincadeira do que num ano de conversa.

 

Afirma HSC – Há quem considere o companheirismo uma forma de amizade. E é, de facto. Mas é uma estima especial, que implica um envolvimento mais profundo na vida do outro.

Ser companheiro envolve uma presença que se sente ao nosso lado, uma vivência, do quotidiano, partilhada. Na alegria como na tristeza.

Há, mesmo, quem considere o cônjuge como o verdadeiro companheiro porque é com ele que se divide o caminho. Ou, até, quem dispense o cônjuge mas não dispense o companheiro.

Se recorrêssemos a um dicionário, verificaríamos que a definição dada à palavra é a de «modo amistoso ou cordial de convivência».

Num dicionário informal, o conteúdo da palavra seria o de lealdade entre duas pessoas que se dispõem a caminhar juntas na mesma direcção, almejando o mesmo sonho e o mesmo alvo.

A ausência de companheirismo desgasta qualquer relação, seja ela de que tipo for, devido ao individualismo e ao egoísmo, que deixam pouco ou nada para ser resgatado, quando ela termina. É que quer as pequenas coisas quer as mais significativas acabam por se perder a partir do momento em que alguém deixa de participar na vida do outro.

E mesmo o amor, se não tiver por base o companheirismo, não se sustenta e não consegue resistir ao desgaste e à frieza.

Com efeito, todos necessitamos sentir que existe alguém que nos acompanha, ampara e partilha as nossas dificuldades. O que envolve, como se percebe, disponibilidade para a retribuição.

 

Por isso não basta ter companhia. É importante saber dá-la também. E para que isso aconteça é necessário estar atento ao outro e, sobretudo, às suas necessidades. Acredite que não é nada fácil, mas é compensador!

 

João Avelar

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por Rotary Clube Peniche às 23:16




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